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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Hora do "mamá"

Na semana mundial do aleitamento materno...porque não falar sobre minha experiência?!
(está um pouco atrasado este post, como vocês podem perceber rsrs...o que importa é a essência :p)

Sempre desejei muito amamentar...pelos seus inúmeros benefícios. 
Por ser algo natural, pelo apego, pelo olho no olho, por ser alimento completamente completo e proteção para o baby, por isso, por aquilo...
Foi a primeira coisa que disse à minha médica (pediatra): "Assim que Daniel nascer, quero ele no peito...juntinho...sentindo o calor da mamãe..."
Ela, para minha alegria, disse que sempre faz isso com suas pacientes! E dito e feito...
No calor da emoção, quando Daniel nasceu, o enrolaram em uma manta e o trouxeram direto para mamar..aaaiii, que estranho...que legal...é tão natural! Obrigada, Senhor!
Pegou de primeira!
(não precisa se preocupar se com você a pega não acontecer de primeira. Hoje, existem inúmeros artifícios para ajudar a você e ao bb neste procedimento...só digo uma coisa, peça ajuda de sua pediatra ou do banco de leite mais próximo e persista!)

E assim fui seguindo...como doíiiaa,meu! Tinha dias que eu pensava que não ia aguentar, mas trincava os dentes, pensava em coisas boas (hehe) e dava o mamá de Dani...até lágrimas já escorreram de mim...era anormal, e olha que eu aguento dor hein?!
Eu dizia para George que se piorasse, eu ia desistir...mas seguia no "só mais um dia"..."é para o bem de Daniel"...""vamos tentar novamente".
Conversei com minha obstetra, pediatra, mastologista e anotei todas as receitas naturais e medicamentos que pudessem aliviar um pouco...e quando me dei conta, a dor foi diminuindo, diminuindo...até que ficou super natural e eu ia ao céu por poder amamentar sem sentir dor e assim, poder curtir tranquilamenteee. E olha que não rachou, nem feriu. Comentava com George que agora eu entendo demais as mulheres que porventura desistem...é tanta mudança que ocorre em nossas vidas, o pós-parto (tendo passado por cirurgia ou não), um pequeno ser humano dentro de nossa casa para criarmos (ou ele nos criar), a contratura do útero durante a amamentação, e ainda uma dor para sentir em todas as mamadas, e olha que não são poucas! hahahaha
Maaaaaaaas, quero te ENCORAJAR! JURO! =]

voltando...
Fui, por orientação de minha pediatra, seguindo na livre demanda...PAUSA.
Não sabia o que era isso até engravidar...
Livre demanda é você amamentar seu baby na hora que ele pedir, pelo período de tempo determinado por ele e não por você ou pelos livros que você lê.
Mas porque, Rebeca? Sempre pensei que deveria amamentar de 3h em 3h...
É o sugerido para os bebês que tomam fórmula infantil, pois a digestão é mais lenta, ou para quem desmama, pois se acostuma a dar uma quantidade X de leite que supre para aquele determinado período de tempo. Não temos como saber qual a quantidade de leite que o bb que mama toma, pode ser que seja 180mL, como 30mL...fora que o leite materno possui uma capacidade superultramegarápida de ser digerido...hahaha
Ou seja, facinho ele pode sentir fome novamente. 
O bb pode pedir mamá por outras razões: 
sede (sim, o leite materno mata a sede), 
fome ou 
aconchego. 
Então, não dá para medir a princípio (nem depois kkk) qual a necessidade dele, nem muito menos para esperar completar as 2h...3h...1h30, seja lá quanto tempo for com o baby chorando só para cumprir tabela. 
Outro fator que a livre demanda ajuda e MUITO é na produção de leite...quanto mais sucção do bb, mais leite produzido...é super interessante. Logo no início, nossas mamas ficam abarrotadas de leite, vaza demais, doem...daí o bb começa a mamar e a estabelecer sua própria rotina (acredite, isso acontece!!! Claro que levam alguns dias ou meses!) e assim a descida do leite é adaptada à demanda de nosso bb...se ele suga muito em uma mamada, a descida é suficiente para ele, se suga pouco, acontece da mesma forma, a descida será de acordo com a sugada de nosso baby fazendo com que nosso organismo funcione em perfeita harmonia (é muito lindo isso!), assim, deixamos de vazar e sempre saberemos a hora das mamadas pela descida do leite!

voltando da PAUSA...
 e que delícia era pode estar ali, criando vínculo, sentindo o calor, estando à mercê de uma criaturinha que mal conheço, desapegando de mim mesma. É assim que defino amamentação, desapego de mim, de nós, de nossa rotina, vontades e caprichos (que não são ruins)...nossa vida vira do avesso e não nos enxergamos fazendo outra coisa mais! Parece que aquele bb sempre esteve ali...

Como disse minha amiga lactante Ursula, não podemos mais sair de casa por mais de 2h, nosso cabelo cai tanto, ouvimos opiniões de muitaaas pessoas sugerindo "ele não está com fome não?", "e este leite sustenta?", "melhor dar um complemento"...e mesmo sua médica dizendo que está tudo bem e que não precisa de nada disso, parece que precisamos pedir ao mundo ao nosso redor "por favooor, nos deixe amamentar!" 
Enfim,
não estou aqui para criar caso, criticando quem faz ou deixa de fazer, achando que sou mais ou menos...ao contrário, sei que há muitas belas histórias por aqui (relacionada à amamentação ou não), e quis contar um pouquinho de minha experiência e pedir uma coisa se este é o seu caso:Não desista!
Cá estou eu,aprendendo a desapegar...a viver do avesso...a descobrir esse louco amor que vem do maternar... =)


Links legais sobre o assunto:

Quero pedir desculpas pela desorganização que está este texto...aqui todo dia escrevo um pouco, apago, reescrevo, vou costurando, relembrando e, como vocês podem perceber, o assunto não está esgotado, provavelmente voltarei com ele em outro post...mas, por hoje é só!
xerosssss e o espaço está livre para você contar a sua história!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

reinventando minha rotina

Tenho vivido algo engraçado, senão desafiador...que é o meu dia a dia com Daniel.
Na verdade, os dias vão sendo desenhados naturalmente...pelo menos a princípio, não dá tempo de planejar muita coisa não...
Mama, xixi, cocô, banho, dorme, acorda, cocô, mama, xixi, mama, chora, mama, mama, mama, mama...pense num menino pra mamar! hahahaha
Confesso que invejei as amigas que dizem que seus babies mamam de 4h em 4h ou algo do tipo...hoje, 4h são uma eternidade pra mim...dá para fazer MUITA COISA, dá para dormir MUITO, fazer nada MUITO, arrumar a casa toda, pôr roupa pra lavar, comer, tomar banho...hoje eu percebo como eu não sabia remir meu tempo. Hoje, em 4 horas eu faria uma eternidade de coisas, antes, em 4 horas eu não faria quase nada...é, o mundo gira, a fila anda, as coisas MUDAM!

Voltando ao meu dia com Daniel...por volta das 06h ele desperta mesmooo e não há nada que o faça dormir novamente...daí antes que ele abra o berreiro dentro do quarto e acorde George (ele dorme em um 'moisés' em nosso quarto), saio do quarto com meu kit sobrevivência (fralda, óculos, celular, almofada de amamentação, copo com água...) para a sala...daí começa minha oficina de criatividade:
Começamos o dia conversando. Nessa hora é uma simpatia sem fimmm, então não me aguento e fico lá caducando...daí sempre com meu rosto mais próximo ao rosto dele, pois lendo artigos e perguntando à oftalmo com quem ele fez o teste do olho, ele só vê direitinho até 30cm de distância, a partir daí ele só enxerga vultos e contrastes...daí recomenda-se conversar com ele mais próximo...anyway...converso, sorrio, canto com ele em todos os tons possíveis (cantora nas horas vagas) e fazendo muitaas caras e bocas (atriz nas horas vagas)...
Pego a bíblia que ele ganhou de uns titios muito especiais e todo dia leio uma história para ele...faço uma oração junto...é uma graça pois ele pensa que estou conversando com ele e começa a conversar comigo. AMO ouvir os grunhidos de sua voz...
Pego ele nos braços e vou passear na varanda de casa, cantando a música de #presbaoficial...fico atiçando seus reflexos para estimulá-lo...coloco-o no bb conforto (ele AMA...aliás, está dormindo aqui ao meu lado no próprio). 
Dentre estas atividades, ele mama, faz xixi, cocô, mama, chora, mama e mama, porém com intervalos não identificados e não rotineiros. E assim os dias vão passando...alguns dias mais agitados, outros menos...

Como pessoa, como cidadã, como Rebeca, como mãe, preciso estimular em mim, reativar e ressignificar idéias e atividades para se praticar com um RN...porque, não vou mentir, já me peguei ligando umas 05 vezes o bendito e abençoado Discovery Kids para eu conseguir dar um cochilo (prende a atenção dele por alguns longos minutos). Não me orgulho, não fico feliz com isto, embora haja muitos programas legais...às vezes o sono pega de uma forma descontrolada e a razão foge nesse momento. Mas fazem dias que luto com isso e tenho vencido e saído de minha zona de conforto. o/
Não tenho nada contraaaa se você assiste, se seu filho assiste, se toda a sua casa assiste, porém, sonho em criar e oportunizar hábitos saudáveis para meu filho e já me deparei com um primeiro e grande desafio: desligar a TV. Eu, quando criança, assistia tv, filmes, desenhos, novelas e por um grande milagre, nunca fui apaixonada pela telinha...tv nunca me fez falta. Porém, não posso garantir que acontecerá o mesmo com meu pequeno.
Fico catando na internet atividades para fazer com ele, pois Daniel já passou da fase de ficar dormindo o tempo inteiro e é complicadooo pois bebês ainda não interagem TANTO quanto uma criança de 1 ano...então ainda estou meio limitada.
Massssss...ele nunca vai poder ver TV?
Deixa de besteira, mulher.
E filme, ele vai poder ver?
Quais os limites?
Não morre não, oxe!
Como você vai conseguir?
Gente, gente, gente, não tenho respostas para estas e tantas outras perguntas que EU MESMA me faço diariamente. 
NÃO pretendo ser inflexível
NÃO pretendo criar um regime militar dentro de casa
NÃO sei como vai ser
APENAS, quero ser uma mãe criativa que irá oportunizar hábitos saudáveis (como saudável, leia hábitos que não prejudiquem sua saúde, bem-estar, mente, convívio social...). 
E se ele não curtir? E se ele for o seu oposto? E se...? E se...?
Na verdade, "não me importa"...continuarei amando-o de paixão e inclusive "ceiarei" com ele nas atividades que ele curtir, mas, o que eu puder fazer para trazer estas oportunidades para perto para que ele prove e viva a vida fora da tela, fora do computador e fora do celular (embora haja MUITA coisa legal nestes 03 citados), eu o farei com mucho gusto! 
Quero que Daniel e até futuros filhos provem da maravilha que é o dom da vida. 
Da maravilha que é tomar um banho de mar, de rio, de açude, de cachoeira. 
Da maravilha que é empinar pipa, soltar pião, jogar bola, brincar na rua, andar de bicicleta.
Da delícia que é subir em árvores, no muro ou até uma boa escalada na pedra da boca.
Da delícia que é ler um livro e se imaginar dentro dele...até escrever sobre...
Da delícia que é fazer amigos, se aventurar com eles e construir sonhos...

Enfim...utopia ou não, trabalharei para preparar o caminho. 
Se conseguirei ou não? Bem-sucedida ou não? 
Não vou me desgastar tentando trazer respostas do que ainda não vivi, mas, tenho certeza que me surpreenderei muito nessa jornada...vamo que vamo!

Mamães, pedagogas, amadoras, opinadores, metidos, por favor, aceito demais sugestões do que posso fazer com meu bebê dentro de casa. Aberta ao novo! =]

quarta-feira, 28 de maio de 2014

domingo, 11 de maio de 2014

Maternar é...

Escangotado no melhor lugar do mundo.
Você chegou...mas, você sempre esteve aqui, não? Minha sensação é SEMPRE esta...

Hoje vi mil postagens em instagram, facebook, whatsapp sobre o que cada mãe representa para cada um, ou o que significa ser mãe (principalmente minhas amigas mamães de primeira e segunda viagem...). Cada coisa linda, me fizeram emocionar...passei o dia com minha mãe, vó, sogra, cunhada, tia e, não diferente de minha rotina, sendo mãe.

Maternar tem mexido com alguns botões dentro de mim e trazido na mochila algumas mudanças em minha vida, uma delas é o botão da sensibilidade, o se emocionar com o pouco, o "pequeno", com a vida, com as pessoas...tem aflorado o botão do viver que já havia em mim, mas acho que estava com um pouco de mau contato...o botão do deslumbre, que me faz admiradora das pessoas, das flores, da melodia, do ritmo, do amor, do autor da vida, dos relacionamentos...isso tem saltado dentro de minha alma e me sinto mais sensível à tudo que me rodeia...
Me diz uma coisa, você que é mãe...isso é normal? Muitos novos botões surgiram por aí também?

Tenho estado simplesmente apaixonada por essa mais nova função...humm...função não, essa palavra dá a entender que é um trabalho...e isso não é trabalho, digo que é minha vocação, sim, o botão de uma paixão que eu desconhecia, ainda não havia sido acionado em mim. Vocação que demorei para reconhecer ou assumir...vocação que me faz esquecer antigas paixões acadêmicas...não esquecidas, porém desceram em grau de importância...
Parece que tudo perde o sentido...viver a maternagem é tão precioso, tão valioso, tão divino, tão pleno, tão privilégio, tão cheio de vida...

Não fazem nem dois meses que Daniel está conosco [fora da barriga], mas vou arriscar ao dizer o que eu penso ser maternar...

Maternar é...
...fazer nascer o seu coração p/ fora de você
...não ter hora p/ mais nada (começar a se arrumar horas antes p/ qualquer compromisso...)
...viver o imprevisível
...chorar por achar que não está fazendo "direito"
..."se achar" ao conseguir consolar o seu pequeno
...se sentir plena ao amamentar e ter aquela miniatura de gente olhando para você e interagindo, o amor amando e sendo correspondido
...aprender e aprender e aprender
...errar, errar e acertar
...é ler mil livros, artigos e blogs, simplesmente por querer fazer da melhor forma
...é escutar o choro dele, mesmo ele em sono profundo
...é escutar aquela gargalhada gostosa e querer morder de tanta fofura
...é tomar banho pela metade, almoçar pela metade, arrumar a casa pela metade, escrever no blog pela metade (tenho uns 4 posts pela metade kkk), pentear o cabelo pela metade, esquecer de escovar o dentes, dormir (dormir?) pela metade e mesmo assim, sentir-se completa
...é estar completamente derrubada de sono, pedindo para ele dormir e morrer de saudades se ele demora a acordar
...é já sonhar com os futuros...hahahah

Ser família faz muito sentido. Faz o caminho. Nos enche de Deus. 
Eu me encontrei. Feliz e que feliz dia foi o dia em que Deus me fez mãe.

Um feliz dia a todas as mamães, em especial à minha mainha. tão especial, tão cuidadosa, tão linda por dentro e por fora, cheia de luz. Que Deus me dê a graça de ser para Daniel (e futuros...) o que você é para mim. 

Ser mãe...não é fácil...é apaixonante. 

Obs.: Há mais posts porvir...aguardem...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

15 dias contigo!



Meu filho, coisa difícil é explicar o que eu e seu pai sentimos por você, o que temos vivido nestes últimos 15 dias...

Não, o sentimento não veio como mágica assim que você saiu de mim (esse momento renderá um post, aguardem)...ele fora construído...deeesde a concepção, desde a notícia do positivo, desde o dia que eu e seu pai, emocionados, agradecemos a Deus pelo presente...sim, você é um grande presente...desde cada consulta e ultrassonografia, desde cada quilo a mais que eu ganhava, desde cada roupinha nova sua, quando ficávamos imaginando como você seria, com quem iria parecer, desde cada mexida na barriga e até as contrações anunciando que você estava chegando, desde sempre, pouco a pouco, até que então, você veio fazer parte de nossa rotina ou nós que viemos fazer parte da sua (?), que de rotina não tem nada...rs

E agora, ao te ver todos os dias, crescendo, conhecendo mais um pouco (nós a você e você a nós), reconhecendo teus miados e você os nossos, teu jeito, o nosso jeito, nos vendo em você, vendo você em nós, aprendendo sobre Deus, sobre um amor que eu desconhecia, sobre não querer nada em troca...sobre querer amar e se entregar por inteiro...um louco amor...

Me emociono. Nos emocionamos.

É pura graça de Deus sobre nós. 
Você veio para trazer vida, para enriquecer o nosso doce lar, para nos ensinar sobre o doar-se, e, é impossível medir ou expressar o que acontece aqui, do lado de dentro, ao te ver, te tocar, ouvir teu choro, ao amamentar você, ao ver essa plenitude enchendo o ambiente onde você está.

É, uma palavra que resume muito bem resumido o sentimento que chegou sem pedir licença: plenitude. Seja-bem vinda e não vá embora nunca mais.